sábado, 16 de junho de 2018

MAIS UM POUQUINHO DE HISTÓRIA

Vamos dar o terceiro mergulho no livro de Clóvis, A CASA DE MEUS PAIS E SUAS MUITAS MORADAS.

"Vovô Altivo era um homem culto, muito bem informado, e elegante no trato. Era leve e conseguia levar todo mundo na boa. Era um ponderado e sábio conselheiro. Tinha uma sabedoria sofisticada, fruto de leituras e informações, incluindo a Voz do Brasil, que sempre ouvia pelo rádio.
Minha avó Izolina, madrinha, eu conheci. Era uma mulher muito ativa, o tipo de pessoa que “fazia as coisas acontecerem”. Na rua era comum vê-la dar uma descompostura em uma mãe que estivesse maltratando e humilhando um filho. Não se conformava nem se calava; repreendia a mãe veementemente como se estivesse ensinando a uma filha. Sabia se impor e não gostava de injustiças.
Lembro-me dela morando com o tio Josué e tia Lucy, em Juiz de Fora, MG. Ele contou-me que ela descobriu, certa vez, que um casalzinho se encontrava para namorar no escurinho da Rua Dr. Tarboux, na esquina com a Rua Barão de Santa Helena, entre o Campo e o Casarão do Granbery. Ela morava com o tio Josué em uma parte do casarão. Quando o casal parava o carro na esquina, ela ficava suspirando forte, passando a mão no peito ansiosamente e dizendo: “Que absurdo, esse safado indecente fazendo isso bem na rua”. Um dia, não resistindo mais, pegou uma pedra e jogou em cima do carro. O galã namorador nem quis sair do veículo para ver quem era, arrancou e nunca mais parou por ali para namorar. Creio que se ele saísse do carro, ela estaria ali para enfrentá-lo e chamar sua atenção numa boa descompostura.
Nessa época, também havia uma vizinha da casa de cima que batia muito em seu filho. Espancava o garoto com chicote. Madrinha subiu a escada e falou com a mãe, com o dedo em riste, que iria processá-la se ela continuasse a fazer aquilo com a criança e que não admitiria mais esse tratamento dispensado ao garoto. A mãe, envergonhada, nunca mais bateu daquela forma em seu filho.
A sua firmeza e seus cabelos brancos davam uma autoridade de mãe (ou vó) que fazia as pessoas “se enquadrarem”. Ela falava firme; porém, com respeito e um misto de dureza e carinho.
Minha mãe aparentemente herdou a paciência do meu avô e a capacidade de agir de minha vó. Era paciente, porém muito ativa. Intervinha, falava, aconselhava e não gostava de injustiças. Essas características certamente ajudaram o papai em sua vida e ministério."
As fotos abaixo foram mandadas por Gilmar. Você consegue identificar todos os personagens? Eu não consigo. Quem se habilita a fazer isso nos comentários?
Filhos de Jefinho e Ruth. Quais são?
Tia  Clea, Beth e ???
Clênia (Clésio) e ???
Tios Gil, Josué e esse com a chupeta do capeta na boca?
Tio Gil com Cleinha.
Quem será no colo de Tia Clea?
Essa foto eu não deveria postar. Foi de um tempo que queremos esquecer, quando Gilmar comandava o tráfico no Alto do Minério. Ele aceitou a Cristo e é nova criatura hoje.
Estou aguardando você mandar fotos também.

Nota do blogueiro:
Tão logo postei essa matéria alguém me mandou um zap sentindo-se tocada pelo que falei de Gilmar. Isso é brincadeira, gente. Ele sempre foi bom moço.

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