Souza Lima, Pereira
Mendonça e Tavares
As famílias Souza
Lima, Pereira e Mendonça são muito misturadas. Tavares um pouco menos. Nos
encontros da família, ficava até engraçado desembolar os nós das misturas dos
nomes. Houve muitos casamentos e essas famílias viraram praticamente uma só.
Minha mãe, Cléa, era
filha dos primos Altivo de Souza Lima e Izolina de Souza Lima (que passou a ser
conhecida como Pereira Mendonça), avós que eram chamados de padrinho e madrinha
pelos seus netos. Vovô Altivo era filho de Gil de Souza Lima e Amélia Tavares.
A madrinha era filha
de Joaquim (Quinca) Pereira Mendonça e Ernestina de Souza Lima. Fui
informado pela família de Laranjais que o Joaquim, meu bisavô, e seus irmãos foram
registrados com o sobrenome PEREIRA DE SOUZA LIMA, mas mudaram para MENDONÇA,
para não ter os filhos convocados para a guerra.
O meu bisavô Gil era
irmão de Ricardo, pai da Ernestina e primo em segundo grau (ou tio) do Quinca.
O Quinca também era primo de segundo (ou primeiro) grau da sua esposa,
Ernestina. Os três tinham um parentesco também com Amélia Tavares. Todos viviam
em Vargem Alegre, que pertence à cidade de Laranjais, na época Laranjeiras, no
Estado do Rio de Janeiro.
Na família, era
comum e até estimulado o casamento entre parentes. A madrinha, quando “fazia
propaganda” de alguma bom rapaz para minhas irmãs e/ou primas, depois de
diversos elogios, falava baixinho o maior de todos eles: “é Souza Lima”. Ela, filha de Souza Lima,
casou-se também com um Souza Lima.
Dos descendentes de
Quinca Mendonça, dentre os quais eu me incluo, muitos se tornaram pastores,
quase todos da Igreja Metodista. Quinca era piedoso e pregador do Evangelho.
Meu tio Joaquim repetiu para mim a história ouvida de sua mãe, Izolina. Quinca
havia sido fabricante de cachaça antes de ser crente. Quando se converteu,
parou de fabricar, mas guardou algumas garrafas da “água ardente”.
Certo domingo,
chegou a informação de que o pastor não iria. Tinha muita gente na Igreja, pois
na época o povo se juntava de muitos lugares para ter as raras oportunidades de
ouvir os pastores. Com circuitos grandes, geralmente, os pastores iam uma vez
por mês a locais como aqueles para ministrar a ceia, batizar, fazer casamentos
e outros atos religiosos.
Algumas lideranças
da Igreja foram até o Quinca dizendo que ele teria que pregar, pois era um dos
poucos que sabiam ler e o único que poderia dizer algumas palavras. O Quinca
falou: “Não posso, gente, eu não sei pregar”. Um dos líderes respondeu: “É você
mesmo, porque não tem mais ninguém. Você lê na Bíblia e explica para nós o que
está falando no texto”. Sem conseguir “fugir da raia”, Quinca retirou-se para
orar e resolveu tomar uma pequena dose de cachaça para “criar coragem”. Foi
assim que conseguiu pregar o primeiro sermão. Ele era um homem muito piedoso e
bom. Certamente, Deus entendeu e perdoou a sua atitude.
Ele e seu irmão João
doaram o local onde hoje é a Igreja Metodista de Vargem Alegre, MG.
( isso foi só um tira gosto. O capítulo será mostrado em doses)
Olga, Silas, Selma, Ilda, Léa, Áurea, Ana Maria, Édina

![]() |
| Esther e José, em 30 de dezembro de 1931. |
![]() |
| Paradelada em festa de Natal no Rio. |
![]() |
| Um motivo especial para destacar a família de Cibele: Tiago e Marina. |
![]() |
| Ontem Fizeram uma festa de aniversário de Marina. Tá linda a bichinha.. |








Estou ansiosa por esse encontro.
ResponderExcluirMantenho principalmente com Gilmar, Cleinha Regina, jenya, Kelly , Lena e Wilma um contato virtual. Com os outros nao tenho msis contato . A vida nos separa , isso é normal acontecer . Mas será uma alegria rever casa um que nos der a alegria de sua presença .
Se Deus quiser , lá estarei em setembro nem encontro que promete ser maravilhoso .
Grande abraço
Cibele Gurgel